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sexta-feira, 3 de abril de 2015

TUNA COMEMORA 30 ANOS DA TAÇA DE PRATA DE 1985

Taça de Prata conquistada pela Tuna em 04 de abril de 1985. (foto: Gerardo Von)

No dia 04 de abril de 1985, a Tuna Luso Brasileira escreveu seu nome e o do futebol paraense no cenário do futebol nacional ao conquistar a cobiçada Taça de Prata (Série B) daquele ano, vencendo o Goytacaz (Campos-RJ) pelo placar de 3 a 2, em jogo realizado no Estádio Alacid Nunes (Mangueirão), em Belém do Pará. Mais de doze mil torcedores, de todas as torcidas do Pará, estiveram presentes para apoiar a Tuna naquele jogo.  
No dia 04 de abril de 2015 (sábado), a Tuna Luso Brasileira comemora 30 anos daquela inédita conquista. A diretoria da Lusa oferecerá um coquetel comemorativo pela passagem da data no próximo dia 24 de abril, na boate refrigerada do clube, com a presença da imprensa, de ex jogadores e membros da comissão técnica que fizeram parte daquela equipe vencedora, GB, Beneméritos, Conselheiros, dirigentes e torcedores que presenciaram aquela bela campanha. O evento comemorativo do dia 24 não será apenas da Tuna, que abriu essa sequência de conquistas, mas do futebol paraense, que hoje já conta com seis títulos de futebol profissional a nível nacional, sendo 03 da série B (Paysandu 2/ Tuna 1), dois da série C (Tuna 1/ Remo 1), além de um da série D (São Raimundo), sem contar os de nível regional.   
Sem dúvidas, poderíamos ter conquistados outros títulos e arrebatado muitos torcedores, caso nossos dirigentes tivessem acompanhado a gestão do futebol moderno. Ficamos para trás e agora, infelizmente, somos obrigados a viver das glórias do passado. 
Segue abaixo uma breve resenha da trajetória e conquista da Taça de Prata pela Tuna Luso Brasileira naquela edição.

Da esquerda p/direita em pé (foto preto e branco): Quaresma, Ronaldo, Ocimar, Mário, Ondino, Paulo, Guilherme. Agachados: Tiago, Edgar, Paulo César, Queirós, Luiz Carlos.
Ocimar: Goleiro - Veio do futebol maranhense em 83, sendo campeão paraense deste ano pela Tuna. Em 84, foi barrado por Mário Fernando, mas em 85, na Taça de Prata, foi um dos destaques da equipe. Seu passe pertencia a Tuna.
Quaresma: Lateral-direito - Surgiu no time juvenil da Tuna. Passou uma temporada na Portuguesa de Desportos, de São Paulo, retornando ao clube cruzmaltino. Mesmo de pouca estatura era um marcador duro.
Ronaldo: Zagueiro - Veio de Macapá e custou a se firmar no elenco titular tunante. Atuou também de lateral esquerdo. Seu passe era da Tuna Luso Brasileira.
Paulo Guilherme: Zagueiro - Foi comprado pela Tuna junto ao Paysandu, jogou pelo Botafogo-RJ em 1984. Voltou ao Souza, onde foi titular novamente. Considerado um dos zagueiros de área de maior impulsão dentro do futebol paraense.
Mário Vigia: Lateral direito - Veio do futebol interiorano. Jogou também de lateral direito. Um bom marcador. Marcava em cima e não dava espaço ao adversário. Seu passe pertencia a Tuna.
Edgar: Cabeça de área - Na ausência de Jorginho, foi efetivado nessa posição. Surgiu no futebol pelada de Belém, meio campista. Marcava a entrada de sua grande área. Pertenceu a Tuna.
Queirós: Meio campo - Veio do futebol da Bahia, onde jogava pela Catuense. Jogou pela Tuna em 83, sendo campeão paraense. Um dos melhores meio campistas do futebol regional na época. Recebeu passe livre no final de 85, segundo acerto com a Tuna.
OndinoMeio campo - Foi cria das categorias de base da Tuna. Em 84 jogou pelo Botafogo do Rio. Retornou ao Souza em 85 e firmou-se como titular, sendo uma dos melhores daquele time cruzmaltino.
Tiago: Ponta direita - Veio para a Tuna do futebol de Macapá. O atacante firmou-se como titular e foi campeão pela Tuna em 83, além de vice em 84. Foi um bom trunfo que o time da Tuna teve para o campeonato paraense.
Paulo César: Centroavante - Pertencia ao Vasco da Gama, do Rio de Janeiro. Veio para a Tuna por empréstimo até o fim de 85. Foi um dos goleadores da equipe. Centroavante que sabia trabalhar a bola.
Luiz Carlos: Ponta esquerda - Surgiu nas categorias de base da Tuna Luso Brasileira. Jogava improvisado de ponta canhota mas tinha características de meio campista. Foi um jogador habilidoso e com boa visão do arco contrário.
José Dutra: Técnico - Foi jogador e treinador do Clube do Remo durante vários anos. Ingressou no Souza em 85, antes do início da Taça de Prata. Na Tuna realizou excelente trabalho, levando o time ao título de campeão da Taça de Prata.
Fonte: A Província do Pará - 5 de abril de 1985



Após ter ficado com o vice-campeonato paraense, e na 30ª colocação no Campeonato Brasileiro de 1984, a Tuna montou um time com os jogadores que faziam a base do time campeão paraense de 1983 para disputar a Taça de Prata (série B) de 1985. Segundo o jornal da época, A Província do Pará, edição de 5 de abril de 1985: Para chegar às finais da Taça de Prata de 85, a Tuna Luso Brasileira percorreu uma longa jornada. Na sua primeira apresentação empatou com o Moto Clube, em São Luís, de 0x0. No segundo jogo em Belém, venceu o mesmo Moto de 2x0. Em seguida, teve pela frente a representação do Rio Negro, de Manaus. Venceu ambas as partidas de 1x0 e 2x1. No seu terceiro jogo pela série eliminatória, a Tuna empatou com o Fortaleza na capital cearense, e goleou o mesmo clube em Belém de 5x1. Esses resultados garantiram ao clube paraense uma vaga entre os três clubes que disputaram o torneio triangular final. Assim, jogou primeiro com o Figueirense em Belém, vencendo de 1x0. No seu segundo jogo, derrotou o Goytacaz, dentro da cidade de Campos, de 1x0, garantindo dessa maneira 4 pontos. Domingo último perdeu em Florianópolis para o Figueirense de 3x2 e ontem garantiu o título ao derrotar o Goytacaz, no Mangueirão”.


Monumento em homenagem à conquista Taça de Prata, erguido na sede da Tuna.
JOGOS DA TUNA NA TAÇA DE PRATA DE 1985
MOTO CLUBE 0 X 0 TUNA
Data: 02.02.1985
Local: Estádio João Castelo, São Luiz-MA
Árbitro: Odílio Mendonça (AM)
Auxiliares: Jânder Cabral (AM), Carlos Alberto Nascimento (AM)
Arrecadação/Público: ?
Tuna: Ocimar, Quaresma, Bira, Pauo Guilherme, Mário Vigia; Ondino, Queiroz, Jorginho; Tiago, Mariolino, Luiz Carlos. Treinador: José Dutra.

TUNA 3 X 0 MOTO CLUBE
Data: 09.02.1985
Local: Estádio Evandro Almeida, Belém, Pa
Arrecadação: Cr$9.348.000,00 
Público: 2.454
Árbitro: Lineu Lisboa (PI)
Tuna: Ocimar, Quaresma, Bira, Pauo Guilherme e Mário Vigia; Ondino, Queiroz e Jorginho; Tiago (Puma), Paulo César (Mariolino) e Luiz Carlos. Treinador: José Dutra.
Gols: Luiz Carlos (pênalty), Paulo César e Mariolino.

TUNA 1 X 0 RIO NEGRO
Data: 23.02.1985
Local: Estádio Evandro Almeida, Belém, Pa
Árbitro: Lourival Ribeiro da Paixão (MS)
Renda: Cr$5.750,00
Público: 1.511
Tuna: Ocimar, Quaresma, Bira, Pauo Guilherme e Mário Vigia; Ondino, Queiroz, Jorginho (Edson); Tiago (Puma), Paulo César e Luiz Carlos. Treinador: José Dutra.
Gol: Queiroz

RIO NEGRO 1 X 2 TUNA
Data: 02.03.1985
Local: Estádio Vivaldo Lima, Manaus, AM
Árbitro: Luiz Vila Nova (CE)
Renda: Cr$17.651,750,00
Público: 6.119
Tuna: Ocimar, Quaresma, Ronaldo, Paulo Guilherme e Mário Vigia; Edgar, Ondino e Queiroz; Tiago (Puma), Paulo César (Mariolino) e Luiz Carlos. Treinador: José Dutra.
Gols: Paulo César, Nilson, Mariolino

FORTALEZA 0 X 0 TUNA
Data: 10.03.1985
Local: Estádio Presidente Vargas, Fortaleza, CE
Árbitro: Armindo Tavares (PE)
Renda: Cr$28.645,00
Público: 11.641
Tuna: Ocimar, Quaresma, Ronaldo, Paulo Guilherme e Mário Vigia; Edgar (Edson), Ondino, Queiroz; Tiago, Paulo César (Bira) e Luiz Carlos. Treinador: José Dutra.

TUNA 5 X 1 FORTALEZA
Data: 13.03.1985
Local: Estádio Evandro Almeida, Belém, PA
Renda: 21.866.000,00
Público: 5.607
Árbitro: Saul Mendes (BA)
Tuna: Ocimar, Quaresma, Bira, Ronaldo e Mário Vigia (Roberto Galote); Ondino, Queiroz e Nilsinho (Edgar); Tiago, Paulo César e Luiz Carlos. Treinador: José Dutra.
Gols: Paulo César (2), Luiz Carlos (2), Ronaldo, Barrote.

TRIANGULAR DECISIVO
TUNA 1 X 0 FIGUEIRENSE
Data: 19.03.1985
Local: Estádio Alacid Nunes, Belém, PA
Árbitro: José Mário Vinhas (DF)
Renda: Cr$11.526.000,00
Público: 3.664
Tuna: Ocimar, Quaresma, Paulo Guilherme, Ronaldo, e Mário Vigia; Ondino, Queiroz; e Jorginho (Nilsinho);Tiago (Puma), Paulo César e Luiz Carlos. Treinador: José Dutra.
Gol: Puma 

GOYTACAZ 0 X 1 TUNA
Local: Estádio Ary de Oliveira e Souza, Campos, RJ
Árbitro: Ivo Tadeu Stacola (PR)
Renda: Cr$26.420.000,00
Público: 5.284
Tuna: Ocimar, Quaresma, Ronaldo, Paulo Guilherme e Mário Vigia; Edgar, Ondino (Bira), Queiroz; Tiago (Puma), Paulo César e Luiz Carlos. Treinador: José Dutra.
Gol: Tiago

FIGUEIRENSE 3 X 2 TUNA
Local: Estádio Orlando Scarpelli, Florianópolis, SC
Árbitro: Ulisses Tavares da Silva Filho (SP)
Renda: Cr$20.841.000,00
Público: 4.265
Tuna: Ocimar, Quaresma, Ronaldo, Paulo Guilherme e Mário Vigia; Ondino (Edson), Queiroz, Edgar; Tiago (Puma), Paulo César e Luiz Carlos. Treinador: José Dutra dos Santos.
Gols: Tonho(2), Amaury, Ronaldo Paulo Cesar

TUNA 3 X 2 GOYTACAZ (FINAL)
Data: 04.04.1985
Local: Estádio Alacid Nunes, Belém, PA
Árbitro: Ney Andrade Nunes Maia (BA
Renda: Cr$42.212.000,00
Público: 12.819
Tuna: Ocimar, Quaresma, Ronaldo, Paulo Guilherme e Mário Vigia; Edgar , Ondino e Queiroz; Tiago (Puma), Paulo César e Luiz Carlos. Treinador: José Dutra dos Santos.
Goytacaz: Gato Félix, Totonho, Cléber, Fazoli, César; Gaúcho Lima, Rubens Gálaxie, Souza; Bel, Paulinho(Da Costa), Cosme (Edvaldo).
Gols: Luiz Carlos, Gaúcho Lima, Paulo Guilherme, Ronaldo, Souza.
O JOGO DA FINAL TRANSCORREU DESSA FORMA:
1º Tempo. O primeiro susto a Tuna deu no adversário aos seis minutos com uma boa jogada na grande área contrária, em lance que César quase marca contra. Bem postada na defesa onde Paulo Guilherme e Ronaldo apareciam muito bem , e encostando Queirós mais à Tiago para as jogadas pela direita, a Tuna dava as cartas da partida, porém, somente aos 13 minutos desferiu o primeiro chute perigoso, através de Paulo César.
                                 
 Investida da Lusa.
Apesar do domínio da Tuna, o Goytacaz não se entregava. Defendendo-se como podia, os cariocas conseguiram, também criar com saidas rápidas da defesa para o ataque, levar perigo para o arco defendido por Ocimar. Aos 27 minutos o guardião luso foi obrigado a abandonar a sua meta para defender aos pés de Souza que penetrava com muito perigo. Os cruzmaltinos pressionaram muito no tempo inicial, mas esta etapa acabou não tendo placar movimentado.
Luiz Carlos abre o placar contra o Goytacazes.
2º Tempo. A Tuna começou meio lenta o segundo tempo, porém, foi aos poucos dando ritmo às jogadas, procurando atrair o adversário, para poder penetrar na grande área. O Goytacaz se defendendo bem, dificultando o trabalho, sobretudo, da meia cancha lusa. Mas a Lusa foi forçando, explorando bem aos poucos. Aos 12 minutos, depois de receber um passe de Paulo César, Luiz Carlos foi derrubado dentro da grande área. A penalidade foi assinalada pelo árbitro, porém, Ronaldo acabou chutando em cima de Gato Felix, desperdiçando a chance de abrir o marcador.
Paulo César no chão.
(…) Dois minutos depois de Ronaldo perder a penalidade máxima, os cruzmaltinos abriam o marcador; Tiago invadiu pela direita e lançou Paulo César dentro da grande área. O centroavante dominou a bola, chutando na saída do goleiro. A redonda bateu na trave e, no rebote Luiz Carlos completou para o fundo da meta defendida por Gato Felix.
(…) Aos 16 minutos, batendo uma falta cometida por Ronaldo, Gaúcho Lima colocou a bola longe do alcance de Ocimar, empatando o encontro (…) [a Tuna] procurou se refazer do susto e trabalhar o segundo gol, que acabou saindo aos 23 minutos; aproveitando um lançamento da esquerda, Paulo Guilherme dominou no peito, tirou Gato Felix da jogada e completou para o fundo do arco carioca.
Euforia de Paulo Guilherme.
A torcida começou a comemorar o título, e foi ao delírio aos 31 minutos, quando Ronaldo, depois de um escanteio batido por Puma, aproveitou-se da confusão formada na grande área do Goytacaz para fazer o terceiro gol cruzmaltino. Mas aos 33 minutos, a zaga lusa falha e Souza diminui para o Goytacaz. O gol adversário porém não desanimou aos lusos. Logo a Tuna voltou a se impor, rolou a bola e por pouco, não aumenta a vantagem. No trilar final do árbitro baiano, Nei Andrade Nunes, a galera voltou a explodir de contentamento, aplaudindo delirantemente a equipe campeão da Taça de Prata”.
Técnico Dutra carregado pelos jogadores 
Fonte: http://memoriatunante.tumblr.com/

"O treinador José Dutra dos Santos, que fez sua estrela brilhar ainda mais levando a Tuna à conquista da Taça de Prata na quinta-feira à noite no Mangueirão, classificou a campanha do time luso no Campeonato Nacional de ‘excelente’. Para Dutra dos Santos, a conquista do título ‘foi um prêmio que eu recebi na minha carreira profissional’.
Desacreditado no Remo, onde foi trocado por Caiçara no final do campeonato do ano passado, Dutra chorou de emoção ao falar à imprensa.
A Tuna funcionou certo, desde a lavadeira ao presidente. O time fez dez jogos, venceu sete, empatou dois e perdeu apenas um. Ficamos com a defesa menos vazada - seis gols - a maior artilharia - 14 gols - e fizemos ainda o artilheiro, Paulo Cézar, com seis gols. Foi excelente a campanha fruto de um trabalho consciente amparado pela união de todos nós dentro do clube. E a conquista do título me deixou muito feliz porque agora posso me considerar um treinador de nível nacional e acreditado.
Peça por peça do time, Dutra preferiu não analisar. Para ele, ‘todo o time foi bem’.
- Se eu fosse fazer uma análise sobre a individualidade de cada jogador estaria cometendo um grande erro. Não posso destacar ninguém porque quem conquistou o título não foi apenas um jogador e sim todo o grupo que esteve coeso do início ao fim (…)
O festejado treinador luso, entretanto, não deixou transparecer o mínimo que fosse do seu interesse em permanência ou não na Tuna para o Campeonato Paraense deste ano [1985]. Logo ao deixar o Mangueirão, na quinta-feira, Dutra dispensou os jogadores para as comemorações e marcou a reapresentação somente para a próxima terça-feira quando inclusive conversará com os dirigentes para que possa definir os caminhos que a Tuna tomará a partir de agora, quando a Taça de Prata ganhou, finalmente, um dono nortista”.
"A aplicação tática dos jogadores da Tuna foi fator de grande importância na vitória de ontem, sobre o Goytacaz. O time luso não procurou o gol desordenadamente. Sempre que saía para o ataque, o fazia com muita conscientização, e nesse trabalho, se faz necessário destacar o empenho e entrosamento dos elementos da meia cancha. Na verdade, todos os jogadores cruzmaltinos, sem exceção, estiveram muito bom. O zagueiro Ronaldo, pelo disposição, técnica e garra mostrada nos noventa minutos, poderia ter se constituído no craque do jogo, se tivesse desperdiçado uma penalidade máxima, e cometido uma falta que redundou no primeiro gol do adversário. Essa honra vai para o jovem, que começou discretamente, mas acabou sendo o maior responsável pela harmonia exercida no meio de campo, com toques rápidos e objetivos: Edgar. Surgiu no futebol pelada de Belém, é um jovem meio campista promissor. Sabe marcar a entrada, de sua grande área. Pertence a Tuna"..
Fonte: A Província do Pará (Edição 5 de abril de 1985) / http://memoriatunante.tumblr.com/

CURIOSIDADES DA CONQUISTA CRUZMALTINA
Colaboração: Ferreira da Costa
As torcidas de Clube do Remo e Paysandu uniram-se com a da Tuna e deram o incentivo necessário à gloriósa equipe da Lusa, levando-a à brilhante vitória. Naquela competição, a Tuna Luso foi também a campeã de arrecadação da Taça de Prata(1985, com Cr$195.963.000,00. O público total levado aos jogos da Tuna somou 57.254 pagantes. 
Campanha: 10 jogos, 7 vitória, 2 empates, i derrota. Marcou 18 gols e sofreu 7, ficando com saldo positivo de 11 bolas. 
Artilheiros: Paulo César (5), Luiz Carlos (4), Ronaldo (3), Mariolino (2), Queiroz, Puma, Tiago, Paulo Guilherme (1 cada).
Pela sua condição de campeã da Taça de Prata, a Tuna ascendeu à Primeira Divisão do Campeonato Brasileiro (Taça de Ouro), na temporada de 1986.
A Tuna levou ao delírio mais de doze mil torcedores que foram ao Mangueirão na noite de 04 de abril de 1985, ao derrotar pelo placar de 3 a 2 o Goytacaz de Campos-RJ, conquistando o título inédito, não somente para o Pará mas para a a Região Norte. Campeã da Taça de Prata (Segunda Divisão do futebol brasileiro).
Nem a CBF acreditou que a Taça de Prata fosse decidida naquele jogo do dia 04 de abril de 1985. Até então, a Região Norte jamais havia ganho qualquer título de campeonato brasileiro. A CBF esperava uma vitória do time carioca para levar a Taça para Florianópolis, afim de entregar para o campeão. Nem mesmo o presidente da Federação Paraense de Futebol, Antonio Calos Nunes, acreditava  ou soube explicar porque a CBF não havia enviado o troféu. já que era uma partida decisiva para a Tuna. Talvez se o jogo fosse decisivo para o Goytacaz a Taça tivesse presente. Mas como o que vale é o título de campeã, no final a Tuna foi a premiada.
A Tuna só recebeu a taça de prata depois de um mês e quinze dias, entregue no Aeroporto Internacional de Belém, pelo diretor da CBF, Alcindo Faria Machado. Centenas de pessoas aguardavam ansiosamente no aeroporto de Belém pela chegada da taça. Os dirigentes da Tuna, tendo à frente seu presidente Reinaldo de Carvalho Barros, jogadores da Tuna, conselheiros, torceodres da Tuna, do Remo e do Paysandu fizeram uma ruidosa festa e todos queriam pegar na taça, segurá-la, exibi-la, beijá-la, triunfantemente. A Federação Paraense de Futebol organizou uma recepção à altura da conquista Lusa. Um carro do Corpo de Bombeiros ficou à disposição do Clube /cruzmaltino. Em carro aberto, começou a passeata pelas principais avenidas, ruas e praças de Belém e por onde o cortejo passava era saudado com vivas, palmas e gritos de exaltação à conquista da Lusa.
A passeata durou mais de duas horas, até chegar à sede da FPF, no bairro do Guamá, onde o troféu foi colocado em local de destaque, para que todos pudessem vê-lo de perto. A Taça de Prata pesa mais de 10 kg, toda em prata. Após ficar em exibição na FPF, a Taça de Prata foi levada para a sede da Tuna Luso Brasileira, onde encontra-se guardada na sala de troféus do clube.
Por trás da grande conquista cruzmaltina (e paraense), da Taça de Prata, a presença marcante e decisiva de um técnico que, há poucos meses, foi praticamente enxotado do Remo pelos dirigentes. José Dutra dos Santos, que também foi um grande jogador azulino, talvez não imaginasse que sua vingança chegasse tão depressa.
Com sabedoria e humildade, ele manteve a formação que a Tuna vinha utilizando até sua chegada, procurou unir ainda mais o grupo e, a partir daí, a vitórias passaram a ser consequência natural do trabalho desenvolvido. Em 1984, o Dutra foi o técnico do Clube do Remo nesta competição, quando o time paraense foi vice campeão. 
Fonte: Blog Memorial Cruzmaltino

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9 comentários:

  1. A conquista da Taça da Prata pode talvez servir de exemplo para a Tuna na atualidade. Para a formação de um time competitivo de futebol, aproveitar muitos jogadores locais para compor elenco, podendo ser contratados alguns poucos de fora do estado. Penso que para o ataque e o gol é preciso ter jogadores experientes e de qualidade. Pois é preciso segurança na defesa e eficácia no ataque e com jogadores inexperientes pode ser arriscado. Creio que nas categorias de base da Tuna, no máximo possam ser aproveitados uns 3 jogadores (ou pelo menos dois). E de categorias de base de outros clubes mais alguns, assim como jogadores com mais tempo jogando. É preciso ir sondando, verificando em Belém e outras cidades, que jogadores poderão ser úteis à Tuna e, fazendo os contatos necessários com outros clubes que possam ceder jogadores para a Tuna. Perece cedo para isso, porém, este planejamento inicial pode ajudar. E quando o Lucena finalmente estiver trabalhando oficialmente, já ter o elenco formado depois de poucas semanas e começar logo os treinamentos físicos, os exames e sem demora começar os treinos táticos e técnicos, os coletivos e os jogos-treino com outras equipes. Não se deve deixar muito para cima da hora para formar um time e para treinar. Já vimos o que aconteceu antes quando se procedeu dessa forma.
    Márcio

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  2. Amigos Tunantes;
    Que as conquistas do passado se transforme no combustivel para um futuro promissor.
    Saudades do futebol da Tuna
    wladimir/PB

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  3. Ver as conquistas do passado dá uma saudade, uma alegria pelos feitos gloriosos. Porém, não devemos só nos prender a este passado de conquistas importantes. É preciso construir no presente um futuro de novos triunfos para a Tuna. A Tuna precisa voltar a ser um clube vencedor nos esportes. Para isso é preciso buscar os meios necessários para alcançar este objetivo. Márcio

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  4. É preciso a Tuna buscar patrocínios, parcerias, apoios para os esportes. Tem que ir atrás. Para a Tuna voltar a ser aquele clube glorioso das décadas de 70, 80, 90 precisa buscar os meios para ter renda. Sem dinheiro tudo fica mais difícil. Não há mais tantos tunantes bem aquinhoados para contribuir. Antes havia negociação de atletas que favoreciam pelo menos em parte a Tuna. A Tuna formava mais atletas e valia a pena formar. Com os bons tempos nos esportes também havia mais torcedores no estádio. A época agora é outra. Mas é necessário buscar alternativas.
    Márcio

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  5. A torcedora tunante fiel

    Torcedora fiel
    Lábios de mel
    Sacudindo a bandeira
    Da Tuna Luso Brasileira.
    O céu
    Bem limpo.
    O corpo lindo!
    Mulher trigueira
    Torcendo e rindo!
    Ela grita :
    "Vai Águia Guerreira!"
    Num frenesi sensual!
    Tão bonita
    Vestida de verde
    Bebe um guaraná quando tem sede.
    Com o corpo queimado de sol
    Ela diz:
    "Vai jogador
    Faz o gol!"
    Márcio Rodrigues

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  6. Na minha opinião, a Tuna deve almejar no futebol profissional, passar para a divisão principal e ficar pelo menos no terceiro lugar, o que pode dar a ela uma chance de disputar uma competição nacional. Ser campeã paraense em 2016 talvez seja ainda muito difícil, sem os recursos necessários. Mas passar para a divisão principal creio ser o primeiro grande passo a ser dado. E depois procurar uma boa colocação ao chegar nesta divisão. Márcio.

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  7. Muito legal ver uma festa assim. Mas, passada a comemoração, é hora de fazer tudo que for possível para montar um time competitivo para que a Tuna possa voltar à divisão principal do futebol paraense. Este tem que ser o primeiro grande objetivo do futebol tunante. Não vamos nos iludir pensando que vai ser fácil. Hoje em dia os clubes ditos "pequenos"que antes eram considerados mais fracos, tem, em alguns casos, surpreendido. Por isso, todo o cuidado é pouco. É preciso ter um elenco de jogadores já contratado e treinando pelo menos dois meses antes de começarem os jogos oficiais. Se economizar demais dificilmente a Tuna irá conseguir. Mas se for feito um bom planejamento, sabendo contratar, treinando bem e fazendo alguns jogos-treinos, acho que a Tuna terá boas chances. Espero que não se repitam os erros do passado.
    Com a passagem para a divisão principal, o segundo grande passo será ficar entre os 3 melhores classificados no campeonato paraense.
    Não sei quando, mas a Tuna nos próximos anos precisa voltar a disputar uma série nacional, nem que seja a D. A imagem do clube no futebol regional está enfraquecida. A Tuna precisa voltar a ser respeitada. Precisa conquistar novos torcedores, atrair investimentos para os esportes. Chega de ser humilhada!
    Márcio Rodrigues

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  8. Vi hoje um empresário português que conheço e lhe perguntei rapidamente se ele poderia dar alguma ajuda para a Tuna e ele fez pouco caso da mesma, como se ela não tivesse importância. Aí eu pensei: "que saudade daqueles empresários portugueses que ajudavam a Tuna". Infelizmente hoje em dia não são muitos os empresários portugueses ou filhos destes que valorizam a Tuna. Há, com certeza alguns lusos e luso-descendentes que são tunantes. Porém dá para se notar que a torcida da Tuna que ainda persiste está se tornando heterogênea, sendo parte dos lusos e luso-descendentes e outra parte que não tem parentesco com portugueses e se tem é bem distante. Desta forma, penso que é preciso atrair torcedores, mesmo sem nenhuma ligação próxima com ancestrais de Portugal. Para a Tuna sobreviver como um clube esportivo é preciso criar uma massa torcedora entre os paraenses. Temos que utilizar principalmente as modalidades esportivas para isto.
    Márcio

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  9. Quais os jogadores campeões pela Taça de Parta estavam presentes na comemoração? O técnico da época também estava? Márcio

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