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domingo, 29 de dezembro de 2013

Fez história no Remo, Paysandu e Tuna


As investidas ao ataque pelo lado direito do campo, feitas por Mário Assunção de Carvalho, o Marinho, ainda povoam a mente dos torcedores que costumavam frequentar os estádios locais do início da década de 1960 aos primeiros anos de 80. Foi durante este período que o ex-jogador escreveu sua história de muitas glórias no futebol do Pará e do Brasil. 

Marinho, hoje aos 61 anos, faz parte de um seleto grupo de ex-jogadores que conseguiram a façanha de levantar títulos pelos três principais clubes de futebol de Belém: Remo, Paysandu e Tuna Luso. E o primeiro deles foi conquistado em 70, pela Lusa, que tinha um timaço na época. “É um dos principais times já montados pela Tuna”, recorda. “O curioso é que a equipe era quase toda ela formada por jogadores vindos da base da própria Tuna”, complementa.

O ex-jogador cita os casos de Mesquita, Olacy, Leônidas, entre outros, oriundos da base tunante. Como jogador formado na base, Marinho é hoje um crítico mordaz da falta de atenção que os dirigentes destinam a formação de jogadores. “Esse é um dos maiores erros do nosso futebol”, acusa. “Não existe o menor respeito pela garotada”, dispara.

Ele faz um comparativo entre a sua época e os dias atuais na formação de jogadores pelos clubes locais. “No meu tempo, a garotada fazia as preliminares dos jogos. O futuro profissional já podia ir sentindo o peso de jogar com a torcida. Hoje isso não ocorre mais”, salienta. “Dizem que chove muito em Belém. E quando foi que deixou de cair a nossa chuva tradicional?”, indaga. Depois da primeira conquista pela Lusa, Marinho passou a colecionar títulos estaduais, a grande maioria deles pelo Remo: 1974/75/77/78/79, quando o Leão recebeu, acertadamente, do radialista Jorge Dias o apelido de “A Máquina”.

A ida para o Fluminense-RJ, em 1980, permitiu a Marinho não só trabalhar sob o comando de Mário Lobo Zagalo, mas também o único título fora do Pará. O ex-lateral sagrou-se campeão carioca, num time que tinha, entre outros, Paulo Gullar, Rubens Galax, Cláudio Adão e algumas outras feras.

De volta ao futebol paraense, o ex-defensor ainda sagrou-se campeão paraense pelo Paysandu, em 1984. Encerrada a carreira, Marinho passou a treinar alguns times menores, caso do Castanhal, Bragantino até chegar a fase de preparador de goleiros do Paysandu, quando levantou o título mais importante de sua trajetória no futebol, o de campeão da Série B do Brasileiro, em 1991.

Casado, pai de três filhas e avô de dois netos, um deles Vinícius, de 10 anos, sonha em ser jogador, Marinho diz que sua vivência no futebol chegou ao fim. “Não me sinto mais estimulado a voltar a trabalhar no meio”, avisa. “O que faço hoje é apenas me limitar a ir aos estádios para assistir aos jogos”, conta. 

Marinho, porém, não esconde que os domingos são quase sempre de melancolia para ele. “Até hoje sinto falta de entrar em campo e como todo mundo sabe, o domingo é o dia do futebol. Por isso sinto saudades”, revela. E não é apenas ele. O torcedor mais antigo também sente a falta do lateral que defendia com eficiência e atacava como se fosse jogador de frente.

Fonte: Diário do Pará

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