quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Memória Tunante

Eis o Boné mais famoso do Parazão


Trocar os campos de futebol pelas salas de aula não foi decisão fácil para Luis carlos Machado Leal, o Lula do Boné, hoje aos 53 anos. Mas a idade, na época, presta e completar 32 anos, o forçaram a deixar de lado a bola e a viver de lembranças da ex-profissão, algumas boas, outras nem tanto. O ex-jogador começou a carreira no juvenil da Tuna, clube pelo qual torce até hoje. “Inclusive se jogar contra a Seleção Brasileira”, fala sério o ex-jogador, que figura entre os artilheiros da historia do Campeonato Paraense.
Em 1988, Luis Carlos anotou 15gols jogando pela Tuna, terminando a competição como o principal goleador e, de quebra, levantando o titulo estadual pela Lusa, o que só veio a ser reconhecido anos mais tarde, no “tapetão”. O apelido o ex-atacante ganhou por usar com frequência bonés, que ele comprava por atacado. “Acho que o apelido me foi dado pelo Nonato Santos”, conta Lula, referindo-se ao recém-falecido radialista.
Entre as boas lembranças que tem do futebol, Lula não esquece a conquista da taça de Prata de 1985, pela Tuna Luso, titulo que representa hoje o da Série B do Brasileiro. “Foi uma campanha maravilhosa, algo que realmente não dá pra sair da memória”, diz.
Outro fato marcante na carreira do ex-jogador, que atuou também por Remo, Paysandu e Izabelense, no futebol local, e Amapá-AP e Ceará-CE fora do Estado, foi a decisão do Torneio Tancredo Neves, na década de 80, quando ele jogava na Lusa. O Remo vencia por 1 a 0, mas o ex-jogador acabou com a festa azulina no ultimo minuto, empatando o jogo com um gol de cabeça.
“Essa era a minha marca, os gols de cabeça, embora fosse um jogador sem grande estrutura. O negócio é que eu sabia   me colocar para receber a bola”, diz. Nascido em Castanhal, Lula tem em sua história de ex-jogador um feito que pode ser inédito no futebol brasileiro e talvez mundial. Ele conseguiu ser artilheiro de um campeonato jogando apenas duas partidas. Foi em 89, quando ele anotou 11gols, sendo 9 contra o Tambés e mais mais 2 contra o Remo.
Formado em sociologia pela Unama, o ex-atacante conta que ainda sonha consigo mesmo jogando futebol. “Só fico triste quando acordo e entro na realidade”, brinca Lula, que hoje trocou o boné pela bandana. O ex-matador, que é um verdadeiro “pé de valsa”, sendo frequentador assíduo de bales da saudade, hoje leciona sociologia em duas escolas de Marapanim. Mas as lembranças da carreira de jogador não saem de sua cabeça. “Nem podem sair, afinal de contas, acho que deixei meu nome marcado na história do nosso futebol”, afirma Lula, que evita falar de dirigentes, dos quais ele diz guardar as piores lembranças da época em que ganhava a vida marcando gols e fazendo a alegria do torcedor, principalmente dos tunantes.
Fonte:
Nildo Lima - Especial para o Bola
Diário do Pará - 06/10/2013

Nenhum comentário:

Postar um comentário