quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Um pouco de história da Tuna Luso

MIGUEL CECIM "O Homem das 7 Chaves"

Campeonato Paraense 1964 - No treino da Tuna Luso Comercial, realizado no estádio do Souza, o treinador cruzmaltino, Miguel Cecim, dá instruções a um grupo de jogadores. De pé, Walter; sentados, Marcelo, Isaías e Almeida.

Miguel Cecim ficou conhecido como "O Homem das 7 Chaves" por uma característica própria como Técnico de Futebol: - Enquanto os outros treinadores definiam "uma" única estratégia para empregar em cada partida, conforme o perfil do adversário, Cecim montava um sistema de rodízio utilizando várias estratégias, que se alternavam entre si, durante a mesma partida.

AS 7 CHAVES: Esta permanente mutação na estratégia do jogo desnorteava o adversário, não lhe dando nenhum momento de acomodação no jogo nem lhe permitir fixar uma forma de jogar. Uma curiosidade? Cecim tinha dois auxiliares valiosos para aplicar sua estratégia, durante os anos em que treinor a Tuna Luzo Brasileira, a quem deu dois campoenatos (1951 e 1958): o massagista Macaco e o atacante China. O método era símples: tendo sido tudo combinado antes das partidas e exercitado nos treinos, Cecim, China e Macaco formavam uma cadeia de comunicações que funcionava assim. Cecim dizia a Macaco: - Toalha no ombro esquerdo. - Macaco punha a toalha no ombro esquerdo, China lá do meio do campo via e mudava todo o jogo. Cecim, momentos depois dizia: - Macaco, toalha na cabeça. E China mudava no campo todo o jogo para seus companheiros. O adverário era sempre surpreendido, e a Tuna de Cecim se caracterizava por aplicar goleadas históricas em seus adversários, das quais não escapam seus dois principais rivais: Payssandy e Remo. Quando foi o treinador da Seleção Paraense de Futebol, Cecim levou suas estratégias para o Maracanã e outros estados que acolhiam multidões. Mas, sempre apegado à sua terra, apesar de receber convites de times do Rio, jamais aceitou deixar Belém do Pará, sua cidade Natal. Nem no fim da vida, quando recebneu convites do futebol milionários dos países árabes.

HUMILDADE E CRIATIVIDADE: O "W M' DE CECIM VEIO ANTES DO DE YUSTRICK: A humildade e a amizade foram suas marcas registradas. Sempre atenciosos com todas as pessoas que o abordavam nas ruas de Belém, parava para conversar e responder a perguntas. Essa mesma característica também marcou sua carreira como técnico. Muitos anos antes do célebre treinador Youstrick lançar o que ficou famoso como 'W M", Cecim já havia criado esse sistema de jogo, que era uma das suas "7" estratégias: a Tuna ora se transformava em "W" no campo, com todo o time avançando no ataque, ora se transformava em "M", com todo o time descendo para a defesa. Quando os paraenses amantes de futebol viram o sistema de Youstrick, o c0mentário foi geral: - Mas o Cecim já inventou isso faz tempo!

TREINANDO SEM BOLA: Cecim - que antes de ser técnico havia sido meio-campo, um meio-campo que pensava o time todo e distribuia as jogadas e as bolas com visão total do jogo - dava muita importância à preparação teórica de sua equipe. Entrar em campo para treinar com a bola era a última fase dos estágios dos seu treinos. Primeiro, ele lavava os jogadores para diante de um quadro negro, e nessa louza traçava todos os movimentos de cada um e da equipe como um todo. Cada jogador tinha um função pessoal e outra - ou muitas outras - em relação aos demais. A segunda etapa se dava no gramada, mas ainda sem tocar na bola: Cecim ensaiava as jogadas deslocando os jogadores no campo, numa simulação das jogadas e estratégias a serem empregadas. Por fim, em terceiro lugar, aparecia a bola: mas somente para ensaiar jogadas individuais ou de formas de ataque e defesa, com grupo de jogadores. Apenas na quarta etapa, final, dos treinamentos, a bola aparecia: era a hora de aplicar tudo o que havia sido ensinado e assimilado desde a primeira fase, diante da quadro negro.

MIGUEL CECIM - ELEGIOS À TÉCNICA: Maneca fez muitas amizades através do futebol e a oportunidade de trabalhar com bons profissionais. Miguel Cecim, saudoso técnico da Tuna, provoca recordações especiais em Maneca. “Tive vários treinadores, mas nenhum deles me impressionou mais que Miguel Cecim”, admite. Ele era um técnico bem avançado para a época em que viveu no futebol. Ele era um ousado”, elogia Maneca. “O Miguel já pensava, naquela época, no futebol sem posição definida, o futebol compacto e solidário”, afirma.

Maneca recorda o Campeonato de 51, vencido pela Tuna Luso, que tinha Cecim como treinador. “O Campeonato foi vencido com a utilização do falso ponta-esquerda que trocava passe com o lateral para fugir dos adversários”, conta. Essa mesma jogada passou a ser usada pelo utilizada pelo técnico Cláudio Coutinho, que a batizou de over laping. “Bem antes do Coutinho utilizá-la no flamengo, o Cecim já o adotava na Tuna Luso”, garante.
O over laping de Cecim permitia que os atacantes tunantes se dessem bem na conclusão das jogadas iniciadas nas laterais. Mas quem atuava no meio-campo também tinha a oportunidade de chegar ao gol e balançar as redes inimigas. “Eu mesmo cheguei a fazer alguns gols aproveitando as jogadas de linha de fundo”, recorda o jogador

SINOMAR, O HOMEM DE TODAS AS FRENTES (teve como mestre o estrategista Miguel Cecim) Até virar técnico de futebol, há 15 anos, Sinomar Naves acumulou experiências nas mais diferentes funções. Ao encerrar a carreira de jogador, formou-se em educação física e trabalhou como preparador físico na Tuna, dirigente e técnico no Pedreira, auxiliar-técnico, gerente e técnico no Paysandu, técnico na Tuna, no Goiânia, no Remo e no Independente. Os frutos começaram a surgir em 2002, com o vice-campeonato estadual pela Tuna. Em 2005 o primeiro título de campeão paraense, pelo Paysandu, e o segundo este ano pelo Independente/Tucuruí. Agora o desafio de reconstruir o futebol do Remo, mesma missão já cumprida em 2009.
Sinomar Naves teve como mestre o estrategista Miguel Cecim, que além de ter sido seu treinador na Tuna, o recebeu em casa muitas vezes para consultas. Nas dúvidas e no aprofundamento de conhecimento, quando começou a atuar como técnico Sinomar buscou no mestre ensinamentos que aplica até hoje. E está provando que aprendeu.

ÍDOLOS E TÍTULOS - Por ser um clube muito antigo, de 1903, a Tuna Luso já foi campeã estadual muitas vezes e, com isso, também possui uma grande quantidade de ídolos em sua história vitoriosa. O primeiro a ser lembrado é Miguel Cecim. O treinador dirigiu a Tuna Luso pela primeira vez no ano de 1951, quando foi campeão paraense após comandar a equipe na final contra o Remo. O time daquele ano ficou conhecido por disparar goleadas contra os rivais Paysandu (5 a 2 e 6 a 2) e Remo.

A FOLHA SECA DE CECIM E DE DIDI

A FOLHA SECA DE CECIM E DE DIDI

O grande atacante da Seleção Brasileira, campeão mundial de 1958, Didi, ficou célebre por sua "folha seca", com a qual fez gols olímpicos - que por sua causa acabaram sendo proibidos do fuitebol mundial. Pois bem, Cecim que quando jogador já praticava a "folha seca", também já havia levado essa técnica aos seus jogadores mais hábeis, como China, no jeio-campo e no ataque. A "folha seca" consistia em uma aplicação elementar de seus da Física: cecim chutava a bola com a costa do pé, com grande força, mas quase que a roçando - a bola avançava em linha reta, na direção do gol, mas ganhava rotação excêntrica (para fora) à medida que se aproximava - e no último momento, se desviava, para a direita ou para a esquerda do goleiro. Era fata. Muitas são as histórias deste homem, que contribuiu para elevar o futebol paraense a categorias modernas e precursoras no futebol mundial. Para Cecim, além de ser uma Arte, realmente, o futebol era uma Ciência, que ele praticava e aperfeiçoava constantemente. Quem teve a oportunidade de fazer a experiência conta que quando veio a televisão e as transmissões esportivas com som e imagem, após o rádio, uma das coisas mais impressionantes era assistir a um jogo de futebol ao lado de Miguel cecim. - Ele via tudo, antes de acontecer. Anunciava? - Vais sair um gol pela ponta esquerda, porque o zagueiro está deixando descoberto aquele predaço do campo, por onde vai entrar lateral direito do adversários, após fulano e fulano fazerem aquela tabela que eles vêm tentando faz 5 minutos. - Não dava outra. O Gol saía
JANELA DO PASSADO - CHINA



Luis Antonio Reis Cunha, o China, é considerado o maior jogador da história da Tuna Luso. Descoberto pelo técnico Miguel Cecim, foi várias vezes campeão pela Cruz de Malta e Seleção Paraense. Craque rápido e perigoso no ataque, chegou a ser artilheiro em 1953 e 1958. Segundo alguns especialistas, seria China e não Didi, ex-craque do Botafogo e da Seleção Brasileira, o inventou da “Folha Seca”.

fonte:http://www.fpfpara.com.br/sitesed/tp7/index.php?p=&tipo=servicos&id=9970831874836567
http://miguelcecim.blogspot.com.br/ 

7 comentários:

  1. Tuna da menina e de China

    Tuna da menina,
    Que é tunante,
    Desde muito pequenina.
    Tuna de China,
    Com sua "folha seca".
    Quando crescer,
    Vestirá sua beca,
    Na colação.
    Vai ser
    Uma grande mulher!
    Tuna sempre será
    O seu "time de coração"!
    Márcio Rodrigues

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  2. Se a Tuna ganhar vamos comemorar!

    Folha seca de China,
    Que caía,
    No gol adversário.
    Tuna fez aniversário,
    Recentemente.
    São 110 anos
    Da Tuna que amo.
    Por isso agora eu canto
    O seu hino.
    Tunante leve seu menino
    Ao campo,
    Para ver a Tuna jogar.
    Vá até lá!
    Se ela ganhar
    Vamos juntos
    Comemorar!
    Márcio Rodrigues

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  3. Torcedora linda da Tuna vitoriosa!

    Vai Tuna!
    Vai!
    Artilheiro tunante perdeu um gol,
    Torcedora disse
    "Ai!"
    Depois ele faturou,
    Ela disse:
    "Mais!",
    Ah! Tunante maravilhosa,
    Tão bom é te ver tão linda
    E ver a nossa Tuna vitoriosa!
    Márcio Rodrigues

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  4. A camisa nova da Tuna da torcedora

    Naquela linda manhã,
    Soprava uma brisa,
    Vestiste aquela camisa
    Que te deu tua irmã.
    Um novo modelo
    Para ambos os sexos,
    Não teve alto preço,
    Realçava teus seios,
    Ficava bem com teu cabelo,
    Combinava com teus olhos belos.
    Torcedora amiga,
    A minha
    Ainda é a antiga.
    O que é mais importante,
    Para nós tunantes,
    É o amor por nossa Tuna Luso.
    Mas quando comprar a nova,
    Eu juro
    Que uso!
    Ah! este teu olhar
    É que me deixou confuso!
    Márcio Rodrigues


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  5. Torcedora da Tuna animada

    Torcedora querida,
    Adoro quando você grita,
    No meio da torcida!
    Quando alguém prejudica
    A Tuna,
    Você se irrita!
    Você é toda animada!
    Quando você vai para o jogo,
    Você fala e canta,
    Você não fica parada!
    Márcio Rodrigues



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  6. Tunante verdadeiro

    Tuna vai jogar
    O João vai lá!
    Ah! João!
    Você se lembra daquela época,
    Que você soltava rojão,
    Quando a Tuna ganhava?
    Você tinha uma bandeira grande
    Que você agitava.
    Você é mesmo tunante,
    Um tunante de palavra!
    Márcio Rodrigues

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  7. Casal tunante

    Luma é torcedora
    Da Tuna Luso Brasileira.
    É boa cozinheira,
    Namora o João,
    Faz um gostoso feijão.
    João e Luma
    Vão para o jogo da Tuna
    No Mangueirão.
    É um casal tunante feliz
    Eles iriam ver a Tuna jogar
    Mesmo fora do país!
    Márcio Rodrigues

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