quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

UM POUCO DE HISTÓRIA DA TUNA LUSO


A FOLHA SECA DA TUNA LUSO
por: Ferreira da Costa

Em 1957, cronistas esportivos do Rio de Janeiro e São Paulo exaltavam o feito do genial meia Didi, do Botafogo-RJ e Seleção Brasileira, que marcara um gol antológico, contra o Peru, no Maracanã, que classificou o Brasil para a Copa do Mundo do ano seguinte, da qual foi campeão. O gol de Didi, na cobrança de uma falta, ficou imortalizado como a "folha seca". Todavia, muito antes, aqui em Belém do Pará, outro craque, atendendo pelo apelido exótico de China, já assinalara gols da mesma lavra que aquele de Didi.

Muitos dos desportistas mais antigos que viram China em ação ainda estão por aí para dar seu testemunho: foi ele, realmente, quem primeiro protagonizou a jogada cerebral. "Folha seca", para os não entendidos, refere-se à jogada de batida de falta, quando a bola pega efeito e sua trajetória não segue em linha reta, mais parecendo uma folha seca ao cair de uma árvore.

Passados quase 13 anos (China faleceu em 20 de novembro de 1998, aos 70 anos) seu clube do coração, pelo qual jogou durante toda a carreira, a Tuna Luso Brasileira vai prestar-lhe homenagem, afixando uma placa no "Ninho da Água Álvaro Rodrigues" (espaço destinado ao banco de reservas), que imortalizará o feito. A homenagem está marcada para o dia 12 de outubro, na próxima quarta-feira, no estádio Francisco Vasques. A iniciativa é do presidente Fabiano Bastos e do diretor administrativo, Eduardo Gonçalves, que convidam os simpatizantes da Lusa para o ato, que será realizado pela manhã, começando às 7h30. Será inaugurada também a sala da imprensa, que homenageará Abel Walter Gomes.

Craque vestiu apenas a camisa da lusa
Luis Antonio Reis da Cunha era o nome do craque. Quem o viu jogar não tem dúvida: China foi o maior craque que já pisou o gramado do Estádio Francisco Vasques, com a camisa da Tuna Luso Brasileira. E um dos maiorais do futebol do Pará, com vaga garantida na seleção paraense de todos os tempos.

Na juventude trabalhou como torneiro mecânico da Pará Eletric e já nessa época tinha uma paixão desenfreada pela bola. Seu pai, Antonio Augusto Cunha, português, não apreciava que seu filho jogasse bola. Aos 16 anos China já formava na meia-esquerda da equipe do Bacurau Esporte Clube, clube do bairro de São Braz. Luis começou a despertar o interesse de outras equipes, entre elas, o Ancorino Futebol Clube, do mesmo bairro.

O Ancorino acertou um amistoso em Castanhal e goleou de 4 a 1, com dois gols de China. Na volta, Menezes se encarregou de fazer a propaganda do bom e bonito futebol do garoto. Como Luis Antonio tinha os olhos puxados, passaram a chamá-lo de China. O apelido pegou.

Em 47 Miguel Cecim, que treinava os juvenis da Tuna, observou o futebol de China e logo o levou para o clube. China só chegou a jogar três partidas nessa categoria. Foi logo guindado aos aspirantes.

China era veloz, driblava com perfeição, atacava como poucos e corria o gramado todo. Era um verdadeiro azougue e deixava sempre a sua marca de artilheiro. Dos aspirantes para o time de profissionais foi um passo. Em 1948, a Tuna Luso Comercial, nome de então, com o concurso do futebol envolvente de China chegou ao título de campeã paraense, feito que a Cruz de Malta não conseguia há sete anos.

Três anos depois, novo título de campeã da Tuna com China. Em 1955, outro título, este o Super-Super, arrebatado de maneira invicta contra Paysandu e Clube do Remo.

À essa altura toda Seleção do Pará que se formava tinha que contar com China. Em 1958, o a Tuna obteve quarto título de campeã com o endiabrado meia-atacante China. Em 1953, com 13 gols e em 1958, com 15, China colocou seu nome na relação dos artilheiros do Campeonato Paraense. Nessa época saiu a sua criação maior: o gol de "folha seca", que deixou empolgada a torcida paraenses, pois seu futebol era apreciado por todos, torcedores lusos, bicolores e azulinos. Pela Seleção do Pará foi cinco vezes campeão do norte.

Em 2000 China foi eleito para integrar a Seleção Paraense de Todos os Tempos, iniciativa do jornalista Carlos Ferreira, com votação de 21 cronistas esportivos paraenses que na época tinham idade igual ou superior a 50 anos.

China recebeu numerosos convites para jogar em equipes do sul do país, mas jamais aceitou. Foram 13 anos dedicados à Tuna Luso. Em 1961 pendurou as chuteiras.

Junto com o pai e o irmão, Chininha, que também foi craque de bola (Tuna, Seleção do Pará, Sport Club do Recife, Paysandu e Júlio César), montou uma oficina de lanternagem de veículos, denominando-a de Cruzmaltina, em homenagem ao Clube do seu coração.

O grande craque paraense foi casado com Edith Cunha e tiveram três filhos: Irene, Irlane e Luis Júnior. Uma coisa é certa, craque como China nunca mais pisou no Souza.
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JANELA DO PASSADO - CHINA

Luis Antonio Reis Cunha,o China, é considerado o maior jogador da história da Tuna Luso. Descoberto pelo técnico Miguel Cecim, foi várias vezes campeão pela Cruz de Malta e Seleção Paraense. Craque rápido e perigoso no ataque, chegou a ser artilheiro em 1953 e 1958. Segundo alguns especialistas, seria China e não Didi, ex-craque do Botafogo e da Seleção Brasileira, o inventou da “folha seca”.
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A FOLHA SECA DE CECIM E DE DIDI

A FOLHA SECA DE CECIM E DE DIDI

O grande atacante da Seleção Brasileira, campeão mundial de 1958, Didi, ficou célebre por sua "folha seca", com a qual fez gols olímpicos - que por sua causa acabaram sendo proibidos do fuitebol mundial. Pois bem, Cecim que quando jogador já praticava a "folha seca", também já havia levado essa técnica aos seus jogadores mais hábeis, como China, no jeio-campo e no ataque. A "folha seca" consistia em uma aplicação elementar de seus da Física: cecim chutava a bola com a costa do pé, com grande força, mas quase que a roçando - a bola avançava em linha reta, na direção do gol, mas ganhava rotação excêntrica (para fora) à medida que se aproximava - e no último momento, se desviava, para a direita ou para a esquerda do goleiro. Era fata. Muitas são as histórias deste homem, que contribuiu para elevar o futebol paraense a categorias modernas e precursoras no futebol mundial. Para Cecim, além de ser uma Arte, realmente, o futebol era uma Ciência, que ele praticava e aperfeiçoava constantemente. Quem teve a oportunidade de fazer a experiência conta que quando veio a televisão e as transmissões esportivas com som e imagem, após o rádio, uma das coisas mais impressionantes era assistir a um jogo de futebol ao lado de Miguel cecim. - Ele via tudo, antes de acontecer. Anunciava? - Vais sair um gol pela ponta esquerda, porque o zagueiro está deixando descoberto aquele predaço do campo, por onde vai entrar lateral direito do adversários, após fulano e fulano fazerem aquela tabela que eles vêm tentando faz 5 minutos. - Não dava outra. O Gol saía

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