terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Tuna Luso e Castanhal entram com ação no TJD contra classificação do Cametá

Tuna Luso e Castanhal entraram na última segunda-feira com uma ação declaratória no pleno do Tribunal de Justiça Desportiva esperando que o órgão declare como irregular a participação do Cametá na 1ª Fase do Campeonato Paraense de 2010, certame aliás, que o Cametá sagrou-se campeão, mas que disputou como convidado pela Federação Paraense de Futebol.
A medida tem como objetivo final a inclusão de um dos dois times na fase principal do Parazão, que tem data de início marcada para o dia 16. A tendência é que a ação dos dois clubes seja julgada na próxima segunda-feira, e em caso de vitória no tribunal de Castanhal ou Tuna, o campeonato começaria com atraso.
Para o advogado do Castanhal, Hamilton Gualberto, a ilegalidade da participação do Cametá na 1ª Fase do Parazão está no fato de o clube ter disputado a 'Segundinha' e não se postular entre as duas melhores equipes naquela ocasião.
'Duas equipes subiram da segunda divisão: o Santa Rosa e o Independente, que se classificaram por índice técnico. O Cametá foi convidado, mas não poderia haver uma terceira equipe disputando', explicou o advogado. Segundo o Artigo 10 do Estatuto do Torcedor, parágrafo segundo, nenhum clube pode participar de competição oficial por outro critério que não o índice técnico, especialmente o convite.
Gualberto explica também que, caso o Tribunal julgue procedente a ação do time da Cidade Modelo, os pontos e partidas disputadas pelo Cametá serão desconsiderados, o que abrirá caminho para o Castanhal se classificar, à frente da própria Tuna. 'As partidas disputadas pelo Cametá deixariam de existir e quem somou pontos com vitórias ou empates diante deles, perderia estes pontos. Como o Castanhal perdeu para o Cametá, continuaria com o mesmo número', disse Gualberto, lembrando que a Tuna, que empatou, perderia um ponto e ficaria atrás do Japiim pelo índice técnico. Outro desfecho do caso seria a anulação completa da 1ª Fase do Parazão. 'Mas creio que esta é a solução mais distante', finalizou Gualberto.
fonte: Amazônia Jornal - Edição de 06/01/2010

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