terça-feira, 7 de outubro de 2008

ELE FEZ A HISTÓRIA DA TUNA: ANTONIO MARIA DA SILVA FIDALGO


























ANTONIO MARIA DA SILVA FIDALGO

Por: Profº Péricles da Motta Oliveira.
GB da Tuna Luso Brasileira, vice Presidente do Condselho Deliberativo e Membro da Academia Paraense de Estudos Rotários

Dentre aqueles que muito contribuiram para o engrandecimento da Tuna Luso Brasileira podemos mencionar o saudoso ANTONIO MARIA DA SILVA FIDALGO, nascido em 03/11/19001, na Frequesia do Monte – Conselho de Mortosa em Portugal, filho do Sr. Manoel Luiz da Silva Fidalgo e da Sra. Maria José da Silva Fidalgo. Foi casado com D. Maria José Vita Fidalgo, com quem teve três filhos, Oneide, Mário Raimundo e Maria René. Pertencente a uma família humilde, resolveu aventurar vida nova no Brasil com apenas 13 anos de idade, em 1914, chegado em Belém com outros patrícios, no navio inglês “Hilary” numa 3ª.classe, imbuido de conquistar grandes vitórias do outro lado do Atlântico, como realmente aconteceu, tornando-se um grande empresário, sendo seu primeiro emprego na Tabacaria Reis, passando para a Casa Batista e em outros estabelecimentos comerciais da capital e do interior. Como ele mesmo apregoava, o início foi bastante árduo, com muitas saudades da sua terra natal, tendo muitas vezes chegado às lagrimas, inclusive, a conse-lho médico voltado a Portugal a fim de se recuperar das condições físicas e do saudosismo, todavia, ao regressar ao Brasil lançou-se ardorosamente ao reinicio de suas aspirações, trabalhando tenazmente até alcançar o cume glorificante que conquistou. Foi com muita garra e denôdo que chegou ao seu objetivo, sem ter herdado fortuna, sem ter pisoteado concorrentes ou competidores, porém, lutando ardorosamente chegando a construir sua grande empresa “A.M.FIDALGO S/A”.
Seu amigo Carlos Lopes de Moura, era um dos grandes admiradores e conhecedores da perceverança e tirocínio do nosso tunante “Seu Fidalgo”, daí porque sempre tecia lôas das mais efusivas quando se referia as vivências deste saudoso Grande Benemérito crusmaltino. Segundo ele, o amigo Antonio Fidalgo além de ser um bom filho foi um exemplar esposo de D. Maria José, assim como um pai amantissimo e dedicado integralmente à sua família, fato esse consagrado e elogiado por todos aqueles que o conheciam, verdadeira simbiose romântica, conduzindo seus filhos de maneira “fidalga”na expressão do termo, um exemplo digno, merecedor de encômios sob as bençãos divinas.
É bom saber, que Antonio Maria Fidalgo, como bom mortuzeiro, jamais esqueceu suas raizes, procurando sempre encontrar oportunidades de visitar sua Pátria querida, onde seus amigos e familiares o esperavam, ocorrendo tais eventos por aproximadamente umas 20 vezes antes de nos deixar neste mundo terráqueo, indo matar as saudades dos tempos de infância, inclusive a escola onde aprendeu as primeiras letras, etc.
Além de cruzmaltino convicto, foi um grande colaborador das instituições portuguesas em nossa capital, aos moldes de um grande amigo luso-brasileiro, destacando-se a “Associação Vasaco da Gama”, “Grêmio Literário e Recreativo Português”, “Benemérita Sociedade Portuguesa e Beneficiente do Pará” com seu “Hospital D.Luiz I”, “Conselho da Comunidade Luso Brasileira” e até mesmo a “União dos Chouferes do Pará”. Na Tuna suas atuações foram bastante destacadas, onde ingressou aos 17 anos de idade, em 1918, nomeado em 1940 Diretor Social levando sua valiosa colaboração, tendo assumido a vice-Presidência em 1953 formando dobradinha com o dinâmico Presidente Acácio Sobral. Juntamente com outros bons tunantes, muito colaborou com os esportes da Tuna, sendo por vários anos eximio remador consagrado, não esquecendo a natação, inclusive o Tênis de Mesa. Como Grande Benemérito por seus destacados feitos em prol do seu Clube do coração, presidido por anos seguidos o “Conselho Deliberativo”, sendo por tal motivo, foi aclamado Presidente “Ad Perpetum” desse poder tunante. Seu Fidalgo era assiduo frequentador do atuante “senadinho” da Tuna de onde surgiam grandes idéias progressistas.
Em síntese, Antonio Maria Fidalgo, sempre foi homem bom e honrado, orgulho de nossa agremiação, atuante e solícito a todos que o procuravam, atendendo-os de maneira cordial, “dando de si sem pensar em si”, pois “ mais se beneficia quem melhor serve” segundo os ditames rotários, instituição que tambén pertenceu. Era um homem alegre e feliz em face daquilo que proporcionava de bom ao seu próximo e seus fieis amigos. Quantas veses ao procura-lo quando eramos Diretor Social ou Relaçãos Pública, solicitando-lhe colaboração para nossas atividaes, sempre atendia-nos ofertando-nos além do pretendido, com um sorriso ou uma palavra amiga, prontificando-se com uma frase que lhe era peculiar: “qualquer coisa nos procure, estamos aí”. Por tudo isso, temos certeza absoluta que o amigo Fidalgo era feliz e cercado de amigos convictos como no “Grupo de Ouro”, no “Clube dos Amigos”, participando ativamente das brincadeiras, das irreverências salutares, fazendo com que houvesse o prolongamento de sua vida tão importante, todos que comungavam de sua companhia sob a égide de Deus.
Esse era o nosso amigo Grande Benemérito Antônio Maria Fidalgo com quem tivemos orgulhosamente a oportunidade de com ele conviver, tendo certeza de que se encontra bem acomodado na Mansão Celestial.

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